por Magneto Pediu abrigo.
Onde conseguiria tamanho acolhimento?
Fora de perigo,
Quando a generosidade já fazia o tempo
O espaço era o que menos importava.
O acaso mais preciso fez você perto de mim
E a sua mão, e o seu ombro, a sua voz.
Um avanço cármico me tocou profundo
Movimentou meio mundo e me fez sorrir.
Não és um porto seguro, uma cais, um farol.
Não há símbolo, nem linguagem propícia para te vender.
Tampouco o seu amor se acha em prateleira
É mesmo pensar besteira querer-te só por querer.
Minha gratidão é um trem
Em rota de colisão
Paralelos no infinito
Vórtice em outra dimensão.
O mero mortal confuso
Agora apaga grafites descontentes
Sente-se imerso e ocupa-se na noite insone,
Vigiando o seu nome, em algum templo da cidade.