por MaluVerso de Altemar Dutra ou cantado por ele. Alguém lembra deste cantor do cancioneiro popular brasileiro? Ele me reporta a muitas , muitas estórias e causos de agora e de antes .
Uma delas ainda (?) presente em todos nós , é a vergonhosa absolvição do Senador Renan Calheiro. Os corações e mentes dos políticos , não só os brasileiros, não , andam vazios de valores e princípios éticos e morais preenchidos pelos seus interesses e projetos individuais.Tal atitude mascara o fazer política como um exercício limpo e constitutivo de uma sociedade democrática e plena de iguais oportunidades para todos.
“É o conflito que permite dar sentido à política , entendida como uma criação permanente de direitos” (Novaes, Adauto, 2007). E ai cabe a pergunta : quais direitos estão sendo criados ? os dos eleitores ou dos eleitos? Mas, se a desesperança habita em corações rigorosos e racionais (sic), aqueles, os corações utópicos, que pulsam por um lugar que não existe, continuam se indignando e batendo na cara dos que teimam em afirmar simploriamente a morte da política.
Outras estórias me lembram corações leves, diáfanos, quase transparentes ,que nos animam e enchem a vida de graça; são os dos poetas e compositores que nos arrastam e nos envolvem deixando nosso coração na boca . “E aquilo que nesse momento se revelará aos povos, surpreenderá a todos não por ser exótico, mas pelo fato de ter sempre estado oculto quando terá sido o obvio” (Um Índio, Caetano Veloso); “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.Eu não: quero é uma verdade inventada” (Clarice Lispector).
Certamente, são corações vagabundos que guardam o mundo em si e fazem um país.!