por MagnetoAgora vou tomar partido dos copos de vidro. Eles tilintam nas "bebemorações", o que desperta o único dos cinco sentidos que o prazer do ato comemorativo da bebida não o faz por natureza: a audição. Eu prefiro os copos de vidro, especialmente aqueles adequados a cada tipo de bebida. Cerveja, por exemplo, fica muito mais gostosa num copo bojudinho, ou naquelas tulipas mais encorpadas. Sem falar que a gente vê o "bigode" do chopp ou o buço da cerveja. Eu também aprecio canecas e taças.
Tenho uma teoria, baseada numa lenda, que nos remete a um procedimento. O primeiro gole é do Santo! Deve nos proteger de todos os males 'pós-esbórnia', do vômito à ressaca, e isso inclui as dores de garganta. E, no caso dos exessivamente assépticos, a generosidade ao Santo deve ser tamanha a ponto de recomendar-se a cessão total do conteúdo do copo. Siga os seguinte passos:
1. Antes de qualquer brinde, vá ao banheiro. Leve consigo o primeiro copo - cheio é claro. Faça uma breve reverência ao Santo de sua predileção e entorne o copo na pia (não na privada que é pecado);
2. Lave o copo exaustivamente, mas lave mesmo. Lave até a alma. Você pode até usar aquele sabão líquido pra lavar as mãos porque aquilo sim é um veneno de primeira. Desconfio até que tenha sido uma experiência mal sucedida na fabricação de algum raticida ou quem sabe, um subproduto do mesmo;
3. Se o banheiro for equipado com secadores, desconfie da qualidade do ar. A opção vai depender da sua "neura" em relação aquele nicho. Pode haver uma colônia de fungos, bactérias, vírus, o "escambal de Maria Rosa", naquele ar quente maldito do inferno. Toalha de papel, nunca! É o maior esparro. É reciclado e imagine as formas mais baixas a que foram submetidos os originais. É melhor nem pensar. Sacuda o copo, deixe o líquido escorrer e volte à mesa para, aí sim, brindar ao primeiro gole.
Vidro é areia submetida a altas temperaturas. Areia? É melhor calar... Saúde!