por MagnetoAo final da exibição, enquanto a sala se esvaecia, os comentários já eram difusos e contraditórios. Quantos olhares esperançosos denotavam satisfação e quanta ironia traduzida em intermitentes gargalhadas, pude perceber. Fiquei em cima do muro, tamanha a necessidade de justificar a mim mesmo por que não estou na lista dos “dez mais” da Forbes.
2007 foi o ano letárgico, o tempo perdido. Dizem que aprendemos com os próprios erros, eu concordo, embora a dificuldade tenha sido encontrá-los nesse período. Foi tudo certinho, arrumadinho e medíocre. Aí talvez resida a questão. Se estás aninhado com interesses de outrem e permanece à sombra destes, não sairás das trevas meu caro. Por outro lado, se visas alçar o vôo, esquece daquele que te usa. Se somos fiéis à palavra, temos um diferencial, de lato, em relação aos outros animais. Os pactos são firmados sob interesses mútuos. Aqueles que se prevalecem de decisões unilaterais são os mais fortes.
É invariavelmente desejado aquilo que está oculto, quem cochicha o rabo espicha e, cobiçar é pecado. Então, só vou te contar um segredo. Um não, dois: usar todos os sentidos, deletar todas as superstições e suposições, incluindo o passado e o futuro.